Doença equina causa adiamento da 29ª Vaquejada de Pinheiros

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Anemia Infecciosa Equina (AIE). Esse é o nome da doença que causou o adiamento da 29ª edição da Vaquejada de Pinheiros. A prorrogação foi anunciada nesta semana pela Comissão Organizadora da competição depois da informação de que uma égua criada dentro dos limites territoriais do município foi diagnosticada, em primeiro exame, com a enfermidade. A Festa da Carne de Sol, que ocorre paralelamente ao torneio, está mantida.

“Como é uma doença contagiosa e incurável, podendo afetar animais que competem, deliberamos por adiar o evento por precaução. Equinos de alto valor econômico participam da vaquejada. Os proprietários ficam receosos em perde-los”, avalia o advogado e agricultor, Alan dos Santos Pinheiro, que também integra a comissão.

A propriedade onde a égua é criada foi interditada. O período de interdição pode durar de 60 a 75 dias – espaço de tempo em que ocorreria a 29ª Vaquejada de Pinheiros. A cidade sedia, tradicionalmente, uma das etapas do circuito de vaquejada durante os festejos de aniversário do município.

O pedido de contraprova já foi feito e sai em alguns dias. No entanto, como a origem exata da doença não é conhecida dentro do território municipal, a opção de remarcar a competição para outra data ganha força, mesmo se a contraprova der negativo.

Adiamento para o segundo semestre

A Comissão Organizadora da Vaquejada pretende adiar a competição para agosto ou setembro deste ano. A comissão adianta que vai entrar em contato com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e demais órgãos competentes e conversar a respeito de providências que podem ser tomadas para evitar uma epidemia, deixando competidores mais tranquilos e animados para participar.

Exclusividade

A equipe organizadora da Festa da Carne de Sol lamenta o adiamento, mas também destaca pontos positivos da prorrogação. “Além de evitar que animais de outras regiões do país corram o risco de infecção, o adiamento vai fazer com que a vaquejada ganhe exclusividade quando for realizada, já que não vai dividir as atenções com as atrações da Festa da Carne de Sol”, avalia a equipe.

Febre do Pântano

Também conhecida como febre do pântano, a AIE não tem cura e atinge equinos (cavalos e éguas), asininos (jumentos e jumentas) e muares (burros e mulas). A doença é causada por um retrovírus e transmitida por insetos sugadores de sangue – no caso de nossa região, a mutuca –, e por meio do contato de fluidos dos animais. Equídeos acometidos têm que ser sacrificados.

De acordo com especialistas, animais com anemia infecciosa equina apresentam febre intermitente, trombocitopenia, anemia leve a moderada, anorexia, depressão, fraqueza, icterícia, edemas, petéquias nas mucosas e esplenomegalia. O quadro pode evoluir para a morte.

Conforme a Instrução Normativa número 45 do Ministério da Agricultura, não há tratamento eficaz para o controle da doença. O trabalho dos profissionais deve basear-se na identificação e eutanásia dos animais infectados para saneamento do resto do rebanho.